
[ Perfil ]
Nome: Rodrigo Medeiros
Idade: 25 anos
Profissão: Jornalista
Cidade: Carioca, morando em Natal/RN
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EM BUSCA DE UM PONTO
Uma semana na fissura de conferir o jogo entre Botafogo e Volta Redonda, na cidade interiorana, e o BFR nos brinda com um futebol esquisito e uma zaga inexistente nos faz sofrer por 90 minutos. Será mesmo esse o mesmo Botafogo que se apresentou contra o Vasco na formidável pertida de reabertura do Maracanã?
O Botafogo jogava com o pensamento em conquistar pelo menos mais um pontinho pra já se garantir na semifinal da Taça Guanabara e, talvez, por isso pode ter entrado em campo desprezando a força e, principalmente, a determinação do Volta Redonda, que precisava de duas boas vitórias pra poder chegar lá. O fato é que o Fogão perdeu um jogo bobo de maneira boba e comprometeu com a torcida o bom trabalho que o técnico Carlos Roberto vinha apresentando. Dúvidas pairam agora sobre o resultado dao jogo que o BFR disputará contra o Mequinha de Robert e companhia. Se a zaga permanecer jogando (?) mal como jogou hoje... sei não. Rafael Marques, apesar do gol, foi muito mal. O ataque também não me empolgou. Esperava mais após o jogo contra o bacalhau. A boa nova foi o desempenho do Dodô. O cara me surpreendeu e acredito que pode ter sido mesmo uma boa contratação. Já o Pena... nada produziu de interessante e mostrou claramente que está fora de forma. O Marcelinho também mandou mal. Segue bem o Lúcio Flávio, mais uma boa aquisição para o ano corrente.
Esperemos que o Botafogo consiga pelo menos o empate diante do América nesta quarta-feira e assegure a classificação para a semifinal. Ainda boto fé que a Taça Guanabara será nossa.
SA!
PS: Aguardem linda matéria do nosso colaborador europeu, Leonel de Jesus, que esteve na Alemanha e visitou o Manequinho original. Você não pode, e nem deve, perder.
TIME PEQUENO?
Já estudei a história do Fogão diversas vezes. Descompromissadamente. Apenas por paixãoe curiosidade. Ao ler livros, relatos e pesquisas sobre o Glorioso percebo sempre o quão grande é esse clube. O quão bela é a sua história e o quão justificado é o amor que sinto por essa ínstituição fantástica, celeiro de muitos dos maiores craques do futebol mundial. Se você ama futebol e nunca leu sobre o passado desse time, faça-o. É ímpar e envolvente.
Infelizmente o nosso presente não está a altura do nome construído outrora. Não há como negar. É um fato tão incontestável quanto lastimável. E essas campanhas ruins, frutos de décadas de más administrações que dilapidaram o patrimônio financeiro e moral do Botafogo, tem um efeito colateral um tanto quanto desagradável: o apequenamento do clube pelos olhos das gerações mais novas e que desconhecem a história do futebol brasileiro.
Taí o Jonílson, jogador regular e competente, que jamais teria oportunidade no antigo Botafogo e que, graças à situação deplorável do clube, virou titular incontestável e por isso se projetou nacionalmente, que não me deixa mentir. Ao ser apresentado hoje no Cruzeiro, time tradicional porém sem a grandeza cultural do Glorioso, pelo qual tenho simpatia, e que nos últimos anos tem dado muitas alegrias aos seus torcedores, disse uma besteira sem tamanho, mas que condiz com o que eu disse no parágrafo anterior:
- Sempre tive o sonho de jogar em um time grande e agora estou realizando, vestindo a camisa do Cruzeiro - afirmou, desdenhando do Fogão.
Sinceramente, tenho nem palavras. Só sei que a culpa não é do Jonílson e isso me dói.