Quinta-feira, Maio 06, 2004
TORTUOSO CAMINHO RUMO A DIAS MELHORES... ESPERO
Amigos Alvinegros,
a situação é periclitante! Cada vez mais eu fico temeroso. Como se não bastassem os maus resultados, a novela da contratação do novo técnico e a falta de um tão precioso patrocínio somos atingidos pela bomba ALEXALVESNÃOJOGAMAIS-2004. Meu bom Deus! Esse cara é um dos únicos que tem garra e sangue de homem nas veias no atual elenco Alvinegro. Mesmo com a desclassificação prematura do BFR na Copa do Brasil o AA é, ainda, o artilheiro da competição com oito gols. É ainda o artilheiro do nosso time na temporada. Foi-se uma peça fundamental que certamente estaria nos ajudando a sair da lama em que nos encontramos. Está enterrada a nossa esperança de ver Alex e Luisão formando um ataque poderoso e infernizando os adversários. Resta ainda a teimosa esperança de que as coisas irão melhorar.
Assim espero.
Matter tá treinando priorizando o Luisão. O time tá todo voltado a servir o cara, que tanto reclamou de que estava isolado. Tem que ser feito algum trabalho específicico também com a zaga. Não adianta fazer gols, caso o Luisão desencante, e tomar uma lapada. Futebol não é basquete. Continuo repetindo que dá pra melhorar muito a nossa posição na tabela com esse mesmo time. A gente tá mal, mas a maioria dos times tá assim também. É só assistir os jogos pela TV. O nível técnico desse brasileiro tá péssimo!
Vamos ter fé, mais uma vez!
Te cuida papão que a cachorrada tá desesperada pra morder alguém!
Saudações-ainda-esperançosas-Alvinegras.
PS: Segue o bolão "QUEM SERÁ O NOVO TREINADOR DO FOGÃO?". É só opinar nos comentários, deixar contato e torcer pra levar uma foto histórica do Glorioso dos tempos em que a equipe fazia jus ao título. Todos os que acertarem levam!
Sábado, Maio 01, 2004
VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS!
É impossível falar de Ayrton Senna sem ser redundante. Tão ou mais difícil que não cair no lugar comum ao falar deste que foi, sem sobra de dúvida, o maior piloto que conduziu um F1 é conter a emoção, não ser passional, ao mencionar o grande herói do nosso esporte. Então, pra que se conter?
Ayrton Senna da Silva fez o brasileiro se enxergar diferente a cada nova vitória. Ver na tv um dos nossos lutando, superando suas dificuldades e limitações com garra, dedicação e empenho nos tocava a todos de uma maneira especial, sem distinção.
Comecei a assistir corridas aos sete anos, por causa de Ayrton. Ainda acompanho a um ou outro grande prêmio, mas não com o mesmo entusiasmo. Fiquei mal acostumado. Habituei-me a assistir do conforto do meu lar um gênio em seu ofício. Como me contentar com as enfadonhas corridas dos dias de hoje, em que o abismo tecnológico separa um bom piloto dos medianos? A superioridade de Schumacher em relação ao Rubinho e aos pilotos das outras equipes é tão gigante quanto à superioridade do carrinho da Ferrari em relação a todos os outros. No tempo de Senna a coisa era diferente. E como isso era bom! Carros velozes e furiosos eram domados por gênios como Alain Prost, o estourado Mansel e Piquet. A tecnologia usada em todas as equipes era praticamente a mesma. O que fazia a diferença era a categoria do piloto, e isso Senna tinha de sobra.
Chuva na pista? Vitória certa! Ninguém o superava em pistas molhadas. Ninguém era tão ousado. Como esquecer, por exemplo, a fantástica vitória do Grande Prêmio da Europa-93, em Donington, quando Senna dirigiu na chuva com pneus lisos, enquanto todos os outros trocavam para pneus de chuva? Sem comentários.
Hoje se completam 10 anos que os nossos domingos perderam aquele brilho especial. Há dez anos aquela vinheta que embalava as vitórias de Senna, e me deixava arrepiado, virou uma melodia triste, melancólica. Dia 1° de maio de 1994 é daquelas datas marcantes. Todos sabem exatamente onde estavam e o que faziam naquele momento fatídico. Quando a cabeça de Ayrton pendeu pro lado esquerdo no cockpit daquela Williams várias lágrimas derramaram-se no Mundo e, certamente, uma bandeirinha quadriculada tremulou no céu
Senna foi único e está imortalizado em nossos corações. Dez anos depois a emoção persiste. Só o amor que sentimos por ele mudou. Está ainda maior...
Esteja em paz, Ayrton Senna do Brasil!