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Quarta-feira, Abril 28, 2004

DEPENAR É PRECISO





Nuvens pairam sobre as cabeças Alvinegras. Enquanto os jogadores estão na sombra, na obscuridade por conta dos maus resultados, os torcedores encharcam-se com a chuva de lágrimas pelas decepções acumuladas este ano. Para que o sol volte a brilhar sobre o CT João Saldanha e a equipe possa sentir o calor sem limites da cachorrada uma vitória hoje contra o atlético/MG, às 20:30, é essencial.

Tudo indica que a rinha vai ser grande. O time mineiro também precisa da vitória e vai agressivo pro Caio Martins. Mas, galo em caldeirão só pode dar canja!

Bonnamigo faz mistério quanto à escalação do alvinegro de Minas, mas afirma que vai com tudo na briga pelos três pontos. A única coisa dada como certa é a volta dos jogadores Quirino e Adriano, que estavam de molho no departamento médico. No site do atlético há uma insinuação de que o time poderá "entrar com um meio-campo mais forte na marcação, com os volantes Márcio Araújo, Hélcio e Zé Luís - livre para atuar graças ao efeito suspensivo obtido pelo clube - atuando juntos."

Matter precisa ficar de olho e aproveitar todas as oportunidades de contra ataque que aparecerem. Os laterais vão ter que trabalhar dobrado e, Deus queira, o ataque afinado pra fazer gols. Não gosto de time na retranca, mas, sinceramente, o Botafogo não pode jogar aberto de jeito nenhum. Não temos uma zaga ágil, muito menos entrosada devidamente, pra poder dar conta de um time ofensivo e potencialmente perigoso.


ALERTA


O apoio da torcida é fundamental. Incentivar o grupo com garra, determinação e respeito. Muito menos vaiar o time antes de dar-lhe a oportunidade de buscar um melhor resultado, caso leve algum gol. Esperemos pelo menos o fim do jogo ou um placar irreversível pra poder demonstrar a insatisfação, de maneira civilizada. Não vamos cometer a besteira de atirar objetos no gramado do Caio Martins. O Botafogo não pode perder o mando de campo em tempo algum durante o Brasileirão.


RETROSPECTO BRASILEIRÃO 2004


atlético/MG

1ª Rodada


- palmeiras 0 x 0 atlético

2ª Rodada

- atlético 1 x 1 vasco

Botafogo

1ª Rodada


- Botafogo 1 x 4 goiás

2ª Rodada

- santos 2 x 0 Botafogo


BOLÃO: QUEM SERÁ O NOVO TÉCNICO DO FOGÃO?


Palpites estão pintando por aqui. Alguns me agradam como o Tite e o Vanderlei Luxemburgo que, apesar dos pesares, continua sendo o melhor técnico em atividade no Brasil.

Agradeço a toda a galera que está comentando. Continuem apostando em quantos nomes quiserem. Adianto logo que a foto é da década de 40 e tem um personagem folclórico e muito querido pela galera Alvinegra.

Torçam pra acertar e façam promessa pra que o Bebeto também acerte na escolha.


Saudações Alvinegras e vibrações positivas!!!



Segunda-feira, Abril 26, 2004

CHEGA DE TERRORISMO!





Levir caiu. Saiu, enfim, o técnico teimoso, que gostava de brincar com fogo e que insistia em formações equivocadas. Foi embora também o cara que assumiu o risco de ficar a frente de um time falido, sem credibilidade e sem elenco na maior crise de sua história e que, ainda assim, o catapultou de volta a primeira divisão. O cara que em meio ao colapso Alvinegro teve a dignidade e gentileza de abrir mão de seu próprio salário por um mês para que os jogadores pudessem receber em dia. Realmente o gongo já havia soado pro Levir há um tempo. Como ele mesmo disse "fechou-se um ciclo". Não quero entrar no mérito de se ele é um profissional limitado ou não. Apesar de ter ficado inúmeras vezes irritado com o trabalho dele, seria muita hipocrisia de minha parte negar que fica em mim um sentimento de gratidão a ele. Levir Culpi soube respeitar a tradição do Botafogo. Reconheceu a grandeza do Glorioso no momento em que ele mais se apequenou. Obrigado por isso Levir.

Cabe agora ao Bebeto trazer um técnico que possa montar um time competitivo com as peças que temos. Difícil? Sim, mas não impossível. Repito pela milésima vez: quem viu esse time jogar ano passado sabe que, motivado, ele agüenta o tranco. Hoje a equipe é bem melhor do que aquela. Não dá pra disputar título, infelizmente, mas dá pra ficar entre os dez. Agora, pelo amor de Deus, chamar certos nomes como Joel-Retranqueiro-Arroz-com-Feijão-Santana, Gilson Nunes, Espinosa, Carlos Alberto Torres e outros do mesmo calibre é de matar! A simples cogitação desses nomes é terrorismo para com a nação Alvinegra. Nem que tivéssemos o elenco do Santos o time andaria. A escolha tem que primar pelo currículo vitorioso, perfil ético do técnico e, principalmente, pela capacidade de motivação. Tem que ser alguém que reconhecidamente saiba levar um time à frente.

Falando em levar o time à frente, conclamo a torcida a comparecer ao jogo de quarta, que é pedreira mas não um bicho de sete cabeças. Temos que apoiar a equipe, pois o momento é delicado demais. Vaiar antes do jogo começar é babaquice e só faz desmotivar a equipe. Vamos mostrar pro Brasil o que a torcida Alvinegra é capaz!


BOLÃO: QUEM SERÁ O NOVO TÉCNICO DO FOGÃO?


Já que a galera ta a mil, chutando nomes dos eventuais novos técnicos do Botafogo, lanço o bolão. Quem acertar nos comentários o nome do novo técnico ganha uma foto histórica do Fogão por e-mail, portanto, identifiquem seus e-mails ou sites para que eu possa entrar em contato. Só valem os palpites comentados antes do anúncio oficial. O resultado será publicado aqui. Mandem brasa e façam figa pra que o Bebeto acerte na escolha.


Saudações Alvinegras!

Fé em Deus!



Sexta-feira, Abril 23, 2004

ATÉ QUANDO?





Sim, estou exaltado!

O que está acontecendo no BFR é vergonhoso, humilhante e ultrajante pra um clube do tamanho, tradição e importância pra história do futebol mundial como o Glorioso. Um clube que difundiu o esporte bretão em vários continentes e se tornou sinônimo de bom futebol, a ponto de ser considerado pela FIFA um dos 12 maiores clubes do Século XX, não pode ser esculachado dessa maneira!

O que se viu no Caio Martins na quarta-feira foi um espetáculo grotesco. Tanto da parte do Botafogo, com a sua atuação medonha, como da parte da arbitragem. O juizão prejudicou o Goiás com um gol a menos de saldo e lascou o Alvinegro com a sua ridícula atuação.

Não posso acreditar ainda que o Sandro estava em campo. Que que foi aquela falha que resultou no primeiro gol, meu Deus? E vou parar por aí a análise da equipe pra não ter um ataque cardíaco. Tirando o Valdo, que só errou dois passes, o Luizão e o Almir, que não entraram mal no segundo tempo, o resto do time foi deprimente. Dá a impressão de que a equipe tá insatisfeita. Por mais limitado que seja o time, esses caras podem muito mais do que tão fazendo. É só lembrar da pedreira ano passado! Sei que o salário tá atrasado e tal, mas será que eles não se tocam que quanto melhor jogam, mais o público lota estádios, mais renda pro BFR, logo, mais chances de receber a grana, mais chances deles valorizarem no mercado e mais chances de subir na profissão?

E o Levir, hein? Sempre defendi o cara, mas agora não sei mais o que pensar. Ele é muito teimoso. Arrisca demais! O Márcio Gomes, o Daniel e o Carlos Alberto não podem ser reservas! Eles são muito melhores do que os que estão com as camisas titulares. Por outro lado, se o Levir sair eu fico preocupado. Quem é que vai aceitar dirigir o BFR numa hora complicada dessas? Se o Bebeto tivesse bala na agulha pra contratar o Luxa ia ser maravilhoso. Fora o Vanderlei eu não vejo ninguém que seja melhor que o Levir e teja dando mole no mercado. E se o time se desarrumar de vez? Beleza, ele fica! Agora o Bebeto tem que dar uma dura nele. Esse lance de "temos um plano a longo prazo. O projeto é pra três anos" não dá!!!! Estabilidade assim nem em concurso federal!

Quanto ao elenco, não podemos nos enganar. É limitado? Sem dúvida! Tá desmotivado? Óbvio que sim, só não sei bem o motivo pra tanto desgosto. Infelizmente é o que temos e vamos ter que engolir. Agora o que não dá pra admitir é a galera jogar objetos no gramado durante a partida. Querem protestar? Ótimo! É necessário que manisfetem a insatisfação da torcida, assim a diretoria sente o clima. Mas, arriscar o mando de campo é sensato? Não acredito que seja. Se o time já anda mal das pernas em casa... Vamos ser racionais, pô! Assim como quase não acreditei nas manifestações da torcida contra o Bebeto. Esse povo é louco ou retardado? Sem o Bebeto estaríamos na terceira divisão! Na lama! Ele disse que a grana que gasta pra pagar as dívidas das administrações passadas daria pra pagar 5 (cinco) jogadores de Seleção Brasileira, dos que estão na Europa! O BFR amargou um inferno financeiro e quando aparece um cara pra botar ordem um bando de idiotas vem protestar contra o cara??? Faça-me o favor!

Outra alerta que tenho a fazer: não podemos tirar os louros do vencedor. Andei lendo nos comentários do Vestiário Alvinegro - veja a seção de links ao fim da página - alguns torcedores fazendo pouco do time do Goiás. O time goiano jogou muita bola nos seus últimos jogos no Brasileirão 2003 e ficou bem colocado. Entra técnico e sai técnico e o time sempre tá jogando direitinho. O Botafogo é que tá mal e vai apanhar feio do Santos no domingo. O time da Vila perdeu na quarta e vai querer crescer diante do BFR, que já perdeu o respeito de todo mundo. Só ganha do Urubú mesmo, que é freguês antigo.

Pra fechar o post uma música do Gabriel,o Pensador, que tem tudo a ver com o nosso momento atual...

"Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada?" Até quando? - Gabriel, o Pensador

Saudações Alvinegras!



Terça-feira, Abril 20, 2004

CUMPLICES DO TERROR




Esse espaço foi por mim criado para exaltar meu amor pelo glorioso time da Estrela Solitária, mas hoje eu abrirei uma exceção pra fazer um desabafo e lançar um desafio.

Na minha infância brincava nas ruas entre muito verde e na pracinha em frente à igreja do bairro. Na minha adolescência andei muito de bicicleta em ruas largas, batia papo até tarde com meus amigos em frente ao prédio, passava dias inteiros nas praias com a família e amigos, ia ao estádio a pé com a minha mãe ver meu time jogar. Muita paz e alegria me trazem as lembranças desse tempo.

Quem não me conhece ao ler o texto acima pode ter imaginado que vivi numa pacata cidade interiorana. Engana-se. Nasci no Grajaú, onde passei minha infância, e me criei na Tijuca. Ambos os bairros são na Zona Norte do Rio de Janeiro, essa linda cidade que aparece quase diariamente nos noticiários por conta da triste situação de violência que a assola. Engana-se também quem pensar que tenho mais de 40 anos. Nasci em 1979, completei 24 em novembro, portanto, minha adolescência foi dia desses.

Não quero dizer que assaltos, furtos, seqüestros e balas perdidas são novidades na vida do Carioca. Não são mesmo! Assim como não são na vida dos que vivem em São Paulo. BH, Curitiba, Recife, Fortaleza, enfim, de todos os que moram nas grandes cidades brasileiras. A violência e a insegurança não são "privilégios" dos que habitam a Cidade Maravilhosa. O Rio nem é a capital mais violenta do país, mas, hoje, morando em Natal, admito que sinto um certo receio em visitar a minha terra, meu lar. A coisa nunca esteve tão ruim quanto nos dias atuais. É triste olhar pra TV e reconhecer tantos lugares onde vivi em paz e feliz dia desses transformados em zonas de guerra. O chamado "poder paralelo" existe e tá destruindo a cidade mais bonita do Mundo! Chego a suspirar ao ver nas novelas da Globo tantas belas imagens e tão familiares pra mim e pensar que naquele exato momento um degenerado ta lá com uma arma na mão prestes a tomar vidas inocentes.

O pior é saber que todas as atrocidades cometidas pelos Dudus, Lulus, Malucos e Beira-Mares da vida são financiadas por babacas que adoram ficar chapados ao invés de curtir a vida. Otários que são covardes a ponto de se esconder de seus problemas a custa de um baseado e milhares de vidas. Claro que o Governo tem culpa no cartório. Se a população mais necessitada tivesse direito a uma boa educação ou, pelo menos, razoável as crianças dos morros, das favelas e dos subúrbios não seriam ignorantes de ter nos bandidos seus ídolos. Se tivéssemos uma distribuição de renda mais justa, uma carga tributária que desse aos micro e pequenos empresários a chance de poder prosperar mesmo comprando com nota fiscal e se os impostos que suamos pra pagar fossem empregados de maneira coerente teríamos, certamente, um panorama diferente. Mas os usuários de drogas ilícitas, quaisquer que sejam, são os maiores culpados de todo esse horror que assistimos na TV e que parecem tão distantes enquanto não atingem alguém próximo a nós. Não há argumentos que aliviem a culpa dos drogados. Por menor que seja a renda gerada pelo tipo de droga que determinado usuário consome, há renda. Há procura que gera oferta.

Enquanto esse tipo de gente não se conscientizar, não há ação governamental que dê jeito. Pode soltar o exército nas ruas! Matem quantos traficantes puderem que outros virão em seus lugares. Agora, tirem deles o público consumidor. Punam severamente os usuários pra coibir o consumo e eu quero ver se em bem pouco tempo o jogo não vira.

Se você consome qualquer droga ilícita, mesmo que seja só um baseado esporadicamente, não faça de conta que o problema não é seu. Desafio-te a lançar mão desse vício destrutivo. A recompensa é um mundo melhor pra se viver.



Terça-feira, Abril 06, 2004

EU NO BANCO DE RESERVAS DO FOGÃO - PARTE 4





Francisco das Chagas Marinho. Isso mesmo: o Marinho Chagas. O mesmo que arrasou no Botafogo, na seleção brasileira e no Cosmos ao lado do Pelé. Um dos Bola de Prata da Placar. O cara foi indubitavelmente um dos maiores jogadores que vestiu a camisa do Fogão e olha que o Glorioso foi por muitas décadas um celeiro de craques mundiais. Seu chute de pé direito era demolidor. Eu mal podia acreditar. Ele estava acompanhado de um senhor de nacionalidade estrangeira e com um paletó da FIFA. Marinho era apenas sombra do que foi no passado. Magro e curvado, não lembrava o atleta que fora. Anos e anos consumindo drogas o levaram àquele estado lastimável. Quem disse que tudo isso passou pela minha cabeça naquele instante? Eu só enxergava o jogador fenômenal do passado. Aproximei-me dele e identifiquei-me como um Alvinegro apaixonado. Solicitei um autógrafo e perguntei se poderia tirar uma foto com ele. Fui prontamente atendido.




Clique aqui para ampliar



>>>>> Um detalhe importante que esquecí de contar é que a minha máquina fotográfica estava quebrada. Consegui uma emprestada com um amigo que trabalha na Aeronáutica. O quartel é em uma cidade vizinha, bem próxima. Fui lá pegar a máquina no dia do jogo à tarde. Era uma Cannon, mas das mais fracas. Boa parte das fotos que tirei se perderam. A do Marinho se salvou, mas está escura demais, assim como todas as que consegui revelar. Postarei todas elas no dia em que terminar de contar a história. <<<<<<<

Ao despedir-me de Marinho mal conseguia conter o sorriso. Andei meio sem rumo nas dependências do Estádio e conhecí as cabines de rádio, TV e a tribuna de honra. Segui as placas e encontrei a escada que leva aos vestiários. Ao fim procurei o vestiário alvinegro e lá encontrei o roupeiro do Glorioso. Reconhecí o cara na hora! Ele está ao lado do Túlio no póster de Campeão Brasileiro de 95. Conversei com ele muito pouco. Ele estava muito ocupado e algo parecia não estar certo. Ele pediu pro rapaz que trabalha com ele ligar pro celular do Bebeto e disse o número de cabeça. Eu anotei na hora, mas, com um estranho sentimento de culpa. Joguei fora o papel. Não sei explicar ao certo o motivo. Senti que fiz uma coisa errada ao anotar o número. Bem, isso é o de menos. Saí de perto deles e fiquei esperando o time chegar.

Andava de um lado pro outro e não parava de olhar pro relógio. Os minutos pareciam não passar. Faltava quase uma hora pro jogo começar e nada deles chegarem. Eu mal conhecia aquela equipe. Sabia só alguns nomes. Queria muito ver o Sandro, o Valdo, o Almir - que ainda era pouco falado por estas bandas - o Leandrão, que não veio por contusão e o Edivaldo . Sim, o Edivaldo. Ele tinha disputado um bom Carioca e é torcedor Alvinegro. Lí no Lancenet que ele até fretava ônibus pra assistir os jogos do Glorioso. Eu sempre sonhei em jogar pelo Fogão, apesar de ser um perna de pau. Queria dizer pro cara que ele estava onde eu queria estar e saber como era essa emoção. Enquanto eu me perdia nesses pensamentos o ônibus chegou. Fui pra frente dele, a poucos metros da porta por onde passaria a equipe Alvinegra.



CONTINUA NO PRÓXIMO POST



Segunda-feira, Abril 05, 2004

DEFASADO!




Tomamos quatro gols do Gaminha, voltamos finalmente pra casa - triunfalmente - , Almir teve um estiramento muscular, Marechal Hermes tá renascendo e a diretoria do Fogão quer repatriar o Djalminha. UFA!

Estive trabalhando arduamente nos últimos dias e não pude postar. Foi mal, galera.

A boa surpresa que tive é que a média de visitação se manteve, mais ou menos. Fico muito feliz.

Sem enrolação, lá vai a continuação do post anterior...


EU NO BANCO DE RESERVAS DO FOGÃO - PARTE 3

DIA DO JOGO



Como disse no post anterior, eu consegui o celular do Presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio Grande do Norte. Fiquei meio sem graça de ligar, mas era o sonho de um torcedor apaixonado que estava em jogo. Eu não poderia desperdiçar essa chance! Liguei pra ele e contei a mesma história que contei pro Eduardo Rocha (América-RN).

- Olha, Rodrigo. Não posso te dar o colete pro gramado, pois eles são contados e já estão todos reservados. Agora, se você quiser a credencial pros corredores e vestiário eu posso ver se dá. - disse de maneira simpática o presidente.

- Tudo bem. Se não houver como ir ao gramado, pelo menos eu gravo umas sonoras com os jogadores de ambos os times. Como eu faço pra pegar a credencial?

- Faça o seguinte: no dia do jogo eu estarei lá pelo menos uma hora e meia antes da partida. Esteja lá nesse horário e nós conversaremos.

- Tudo bem, então. Até sexta.

Essa conversa foi na quarta-feira, o jogo seria na sexta. Nunca dormi tão mal na minha vida. A ansiedade tomou conta e eu só pensava no jogo. Não comentei nada em casa pra não criar uma expectativa sobre algo que não estava certo. Somos todos Alvinegros em casa menos a minha irmã, que não gosta de futebol. Pelo menos ela crê em Deus e isso nos conforta. Meu pai não poderia ir, pois estaria fora do Estado. Iríamos eu e minha mãe, além de uma galera conhecida. Rezei muito pra que nada desse errado e Deus, mais uma vez, me deu mais do que eu esperava.

SEXTA-FEIRA, DIA 23 DE MAIO DE 2003



Jamais esquecerei essa data.

Pontualmente às 19 horas cheguei em frente ao Estádio Machadão, palco da partida. Seguindo em direção à Associação, que fica no próprio estádio, eu e minha mãe conversamos com alguns torcedores do Glorioso. Tinha torcedor da Paraíba, do Pernambuco, do interior do RN e, imagino, que de vários outros Estados da Federação. Era muita gente com a camisa do BFR.

Eu já havia contado à minha mãe que havia a possibilidade de eu ir ao vestiário do Botafogo no intervalo. Nem preciso dizer o quanto ela ficou feliz. Fui com ela até o portão de acesso à Associação e pedi ao porteiro que chamasse o presidente. Em menos de quatro minutos ele chegou. Apresentei-me e ele fez cara de quem não lembrava direito, mas mandou-me entrar. Despedi-me de minha mãe e fui cheio de alegria.

Dirigimo-nos a um balcão e de imediato ele ordenou à garota que cuidava das credenciais para que me desse um crachá e um colete. Isso mesmo: um crachá e um COLETE! Meus olhos marejaram na hora. Olhei pra ele e perguntei:

- O crachá é pros corredores e o colete pro gramado, né?

Ele balançou a cabeça em sinal de positivo.


Mal podia acreditar! Eu consegui o que tanto queria. O que qualquer torcedor sonha! Eu estaria no gramado durante o jogo!!!!!

Ainda tonto olhei pra trás e ví o Marinho Chagas. Muita emoção pra um só mortal.

E pensar que era só o começo...

CONTINUA NO PRÓXIMO POST